Preciso resistir ao chocolate nessa Páscoa?

Eu, Caroline Fernandes, compartilho aqui contigo um segredo: amo doce! Cá pra nós, quem não gosta? Em temporada de Páscoa somos bombardeados por propagandas de chocolates na TV, na internet e nos flyers promocionais dos supermercados, que ainda dedicam corredores inteiros só para os benditos ovos. Nada é proibido, inclusive essa delícia, mas é preciso ter consciência. Equilíbrio é a palavra de ordem.

Aqui vão algumas dicas da sua nutri para uma Páscoa saborosa e sem culpa:

  • Prefira os amargos

Com maior teor de cacau e menos açúcar, eles são muito mais saudáveis: fazem bem até para pele. O chocolate amargo é rico em flavanoides (3x mais que o ao leite), substância que atua como antioxidante e pode ajudar na redução de doenças cardiovasculares. Para ser considerado realmente funcional, o chocolate deve ser 70% cacau. A versão ao leite é rica em gordura saturada e açúcar, o que pode causar efeitos nocivos como obesidade e aumento da glicemia.

  • Fuja dos chocolates brancos

Tem gente que nem considera chocolate branco chocolate vai… Brincadeiras à parte, ele é sim praticamente gordura pura.  É feito com manteiga de cacau (material de cor clara que é simplesmente uma gordura vegetal – 97% triglicerídeos e o restante ácidos graxos), leite em pó, açúcar, lecitina e essência de baunilha.

  • Nada de comer “com os olhos”

Escolha ovos da páscoa menores: faz bem para a sua saúde e para o seu bolso, diga-se de passagem. Os ovos maiores tem até 1.075 calorias, enquanto os pequenos cerca de 72. A sua sensação de bem-estar será a mesma com ambas as opções, já que o cérebro não diferencia a quantidade de chocolate ingerida para liberar a serotonina. Então, faça uma escolha inteligente!

  • Cuidado com exageros

Não é porque é Páscoa, “só um dia”, que você vai chutar o balde. Contenha a euforia, fuja do comportamento de manada e coma com consciência.

  • Coloca na roda

Uma excelente dica para controlar a quantidade de chocolate que você vai comer nessa Páscoa, é compartilhar os bombons, barrinhas e ovos que você tem. Leve para os colegas de trabalho, abra-os com a família…

  • Seja criativa

Que tal salpicar chocolate amargo por cima de umas frutinhas? Dá o gostinho, satisfazendo o seu desejo, mas não causa aquele “estrago”.

Seguindo essas dicas, não tem erro: você fica feliz (e em paz) nessa Páscoa.

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Via de parto pode influenciar chances de obesidade infantil

Existe uma relação entre a via de parto e o aumento do risco de obesidade em crianças. Essa é a conclusão de um estudo realizado pela Universidade Alberta, em Edmonton, no Canadá. A pesquisa foi divulgada na revista Jama Pediatrics no dia 19 de fevereiro.

Pesquisas anteriores já comprovavam a associação de mulheres com sobrepeso e obesidade terem uma chance aumentada de dar à luz crianças que terão excesso de peso ou obesidade aos três anos de idade. Mas esse novo estudo indica que a via de parto e a microbiota intestinal infantil também podem estar relacionadas ao maior risco de obesidade na infância.

Segundo os pesquisadores canadenses, mulheres  que tem excesso de peso e têm partos normais dão à luz crianças com 3 vezes mais chances de apresentarem sobrepeso que os filhos de mães com peso adequado. Porém, em casos de cesarianas, esse risco sobe de 3 para 5 vezes mais.

A pesquisa apontou ainda que a maior abundância de algumas bactérias, especialmente a do tipo Lachnospiraceae, também está associada ao aumento das chances de sobrepeso e obesidade. Essa bactéria está relacionado ao processo inflamatório do organismo, que desequilibra o metabolismo, prejudica a absorção dos nutrientes e atrapalha o sistema imunológico de forma geral.

O estudo observou 935 mães e lactentes (criança após os primeiros 28 dias de vida até completar o primeiro ano de idade) nascidos entre 1º de janeiro de 2009 e 31 de dezembro de 2012.

Informações como o Índice de Massa Corporal (IMC) das mulheres antes da gestação e a microbiota do intestino infantil foram analisadas pelos pesquisadores. Eles conseguiram obter dados sobre os tipos e quantidade de bactérias presentes nas fezes dos bebês por meio de técnicas de sequenciamento de DNA em laboratórios de última geração de Toronto.

 

RESULTADO:

  • Mães com idade média de 32,5 anos, sendo 382 (40,9%) com excesso de peso:

69 crianças, 7,5%,  tinham sobrepeso após um ano de vida

90 crianças, 10,4%, tinham sobrepeso aos 3 anos de idade.

 

Os pesquisadores descobriram que existe um aumento das chances de sobrepeso ou obesidade nos filhos de mulheres com IMC igual ou superior a 25 nas seguintes condições:

  • Nascimentos por meio de cesárea
  • Particularidades da microbiota intestinal infantil -> maior abundância de espécies de Firmicutes, especialmente da família Lachnospiraceae

 

Tabela de IMC

  • Abaixo de 17: muito abaixo do peso
  • Entre 17 e 18,49: abaixo do peso
  • Entre 18,5 e 24,99: peso normal
  • Entre 25 e 29,99: acima do peso
  • Entre 30 e 34,99: obesidade I
  • Entre 35 e 39,99: obesidade II (severa)
  • Acima de 40: obesidade III (mórbida)

 

O sobrepeso pode dificultar o parto vaginal, o que leva muitas mulheres à necessidade de uma cesariana. O estudo reforça a necessidade de estar num peso adequado antes da concepção e de manter um peso saudável durante a gestação por meio de uma dieta equilibrada e da prática de exercícios físicos regulares. O parto normal, mais uma vez, se mostra benéfico à saúde da criança. Desta vez, como uma medida importante para evitar a obesidade infantil.

* Com informações da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso).

Você pode conferir o estudo original, em inglês, aqui.

 

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