Alimentos industrializados x Programação metabólica

Sabia que doenças da vida adulta podem ser resultados tardios de eventos que tem como origem a vida intra-uterina? É disso que se trata a programação metabólica. A alimentação da mamãe, portanto, afeta diretamente no desenvolvimento do seu filho. Se a gestante ingere bebida alcoólica, por exemplo, a criança pode apresentar retardo do desenvolvimento em decorrência dos efeitos metabólicos do álcool sobre o cérebro ainda na idade fetal.

A programação metabólica é um conceito dentro da epigenética, campo que estuda como fatores externos, como alimentação, poluição, uso de drogas e a prática de atividades físicas, podem alterar a herança genética através da memória celular. O conceito dos 1000 dias, muito popular, determina que essa influência nutricional da mãe sobre o seu filho vai da gestação até os dois anos de vida da criança.

Apenas 20% dos nossos genes têm relação com fatores hereditários. Cerca de 80% são influenciados por questões externas, como a nutrição, o uso de medicamentos, infecções adquiridas e a prática ou não de exercícios físicos.

Na correria do dia a dia, alimentos industrializados costumam ser muito convenientes, mas eles representam um risco para a saúde. Produtos excessivamente processados são carentes de nutrientes e tem alta concentração de conservantes, corantes, sódio, açúcar e gordura trans, prejudiciais ao desenvolvimento do bebê.

Pesquisas apontam que alimentar-se de açúcares e gorduras durante a gestação aumenta a chance da criança desenvolver alguma doença na fase adulta, como diabetes, hipertensão, intolerâncias alimentares e alergias. Filhos de mães que tiveram diabetes na gestação são mais propensos a obesidade, doenças cardiovasculares e até câncer na vida adulta.

É comum ainda que indivíduos que foram gerados em um meio de deficiência nutricional ou restrição alimentar enfrentem um quadro de excesso de peso na vida adulta. É como se eles tivessem desenvolvido um mecanismo de defesa ao período de insuficiência de energia — uma produção anormal de células de gordura. Além disso, eles tendem a ter um apetite maior do que as outras crianças nos primeiros anos de vida.

Apesar dos estudos, crianças que foram expostas à situações prejudiciais ainda na barriga da mãe, mas na fase adulta mantenham um estilo de vida saudável, podem não desenvolver doenças. Já aquelas que viram adultos sedentários têm maior chance de desenvolver doenças crônicas.

Toda mulher que deseja engravidar, deve procurar um médico obstetra no mínimo 90 dias antes da concepção. O profissional irá realizar uma consulta especial e orientá-la sobre os hábitos saudáveis de vida que precisam ser adotados.

A responsabilidade e compromisso da mamãe com o futuro do seu filho é grande. Escolha por mais saúde.

 

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Pós-parto: como emagrecer de forma saudável?

Quando o bebê nasce, muitas mamães ficam ansiosas em perder os quilinhos extras da gestação e se enveredam por um caminho perigoso de dietas restritivas, sem o acompanhamento de um profissional de nutrição. A alimentação da mulher influencia na qualidade do leite materno, especialmente no teor de vitaminas, por isso é essencial manter uma alimentação equilibrada. Além disso, emagrecer de uma maneira saudável é a melhor forma de conseguir manter os mesmos dígitos na balança a longo prazo.

Diferentes fatores podem influenciar na perda de peso depois do nascimento do bebê. No parto natural você emagrece mais rapidamente do que no caso de uma cesariana. A amamentação também favorece a perda de peso. E, claro, a dieta adotada e a prática de exercícios físicos influenciam diretamente nesse processo.

Quando posso começar uma dieta?

Cuidar de um recém-nascido exige muito da mamãe, tanto física quanto emocionalmente. Por isso, antes de pensar em dietas malucas, pense em se alimentar bem para se manter saudável e de pé para toda essa demanda.  

Quem não amamenta, pode começar a reduzir calorias na dieta e fazer exercícios a partir de seis semanas. Já se você está amamentando, normalmente há uma perda gradual de peso com a produção do leite materno, que gasta cerca de 300 kcal por dia. Basta comer de forma saudável e fazer exercícios físicos. Em casos de cesariana, o período recomendado para começar a se exercitar é a partir da 10ª  a 12ª  semana.

Confira 6 dicas para cuidar da alimentação durante a gestação e perder os quilinhos extras depois do parto:

  • 1- Tome café da manhã

Segundo a British Dietetic Association, estudos indicam que pessoas que tomam café da manhã são menos propensas ao sobrepeso e perdem peso mais facilmente. O café da manhã fornece energia para o dia, importante especialmente se você não teve um sono reparador. Coma frutas, vitaminas ou iogurte com linhaça, que aumenta a sensação de saciedade. Pães integrais e ovos mexidos são bem-vindos. Evite pão branco, embutidos como presunto, laticínios com alto teor de gordura e manteiga.

 

  • 2- Atenção às gorduras

Na hora do almoço, opte por carnes com cortes magros. Peixes são uma excelente pedida: são saborosos e fonte de ômega 3, que combate o risco de doenças cardíacas. Corte as gorduras saturadas, que têm muitas calorias e aumentam os níveis de colesterol. Nada de frituras. Prefira carnes assadas ou grelhadas.

 

  • 3- Troca esperta

Bateu aquela vontade incontrolável de comer um prato de brigadeiro? Busque por alternativas saudáveis que vão saciar esse desejo de açúcar. Que tal fazer um sorvete de banana? Basta levá-la ao freezer e depois bater no liquidificador quando estiver congelada. Você pode acrescentar morango e cacau.

 

  • 4- Hidrate-se!

Tomar água (ao menos 2L por dia) ajuda na produção de leite e diminui o inchaço. Tudo isso porque estimula auxilia no funcionamento renal e acelera a eliminação dos líquidos retidos no corpo.

 

  • 5- Evite industrializados

Sopas de pacote, por exemplo, tem alta quantidade de sódio e estimulam a retenção de líquidos. Fique longe de refrigerantes! Produtos industrializados são fonte de conservantes, açúcar e gorduras trans. Frutas picadas, como mamão, maçã ou melão são opções de lanches rápidos que você pode comer enquanto amamenta. Outra alternativa saudável são os palitinhos de cenoura.

 

  • 6- Rotina de alimentação

Tente encontrar tempo livre para se alimentar bem entre um soninho do bebê e outro. Faça, ao menos, as três refeições principais do dia. Isso evita que você passe o dia fazendo lanchinhos rápidos e pouco nutritivos, além de diminuir a fome e ansiedade entre uma refeição e outra. Tente comer devagar, o que reduz a chance de exagerar nas porções.

 

A prática regular de exercícios físicos também é importantíssima no emagrecimento saudável. Mas nada de exercícios de alto impacto. Os músculos do assoalho pélvico ainda estão enfraquecidos depois do nascimento do bebê. Caminhadas com seu filho e exercícios de pós-parto de ioga e pilates são altamente recomendados.

Tente se conscientizar que mais importante do que seu peso na balança, é seu bem-estar e vitalidade. Uma alimentação equilibrada e a prática de exercícios físicos favorece a sua saúde e a do bebê.

 

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O que comer e o que evitar durante a amamentação

O leite materno tem todos os nutrientes que a criança necessita para crescer e se desenvolver com saúde. Nesse período da amamentação, muitas mulheres ficam na dúvida do que devem comer e evitar já que a dieta influencia na qualidade do leite, especialmente no teor das vitaminas.

Outra preocupação comum entre as mulheres neste período é perder os quilinhos extras da gestação e voltar ao peso antigo. Tenha atenção aos regimes malucos! Essas dietas restritivas podem acabar prejudicando a saúde do seu filho.

A Organização Mundial de Saúde recomenda o aleitamento materno exclusivo até os 6 meses de idade e o prolongamento até os dois anos

O ideal é manter uma alimentação equilibrada, rica especialmente em proteínas, cálcio e ferro. O consumo exagerado de gorduras trans, por exemplo, eleva a concentração desse tipo de gordura no leite materno, aumentando a massa gorda do recém-nascido.

Confira abaixo o que você deve comer e evitar durante a amamentação:

NÃO INDICADO

Podem deixar o bebê sonolento e atrapalhar o seu apetite; interferindo no seu ganho de peso. Além disso, diminuem a absorção de nutrientes pela criança e oferecem riscos para as suas células nervosas.

  • Adoçante aspartame

Pesquisas apontam que essa substância oferece risco ao bebê na gestação e amamentação. Prefira açúcar mascavo, mel ou adoçante do tipo sucralose.

 

EVITAR

  • Cafeína

Pode aumentar a irritabilidade da criança, além de dificultar o seu sono. Modere a ingestão de café, chás, refrigerantes e chocolate.

  • Alimentos que causam gases, como repolho

Tudo aquilo que lhe causa gases tem a possibilidade de provocar o mesmo efeito na criança. Observe e evite.

  • Industrializados

Produtos industrializados são fonte de conservantes e gordura trans, prejudiciais à saúde. Diminua o consumo de salgadinhos, biscoitos e embutidos. Dê preferência aos alimentos frescos.

 

CONSUMIR

  • Água

A correta hidratação é essencial para a produção adequada de leite. Deixe uma garrafinha sempre à mão.

  • Frutas, legumes e verduras

Elas são fontes dos mais variados tipos de nutrientes e vitaminas, além de serem ricas em fibras; essenciais para o bom funcionamento do intestino.

  • Carne, frango, peixes, ovos e leite

Fontes de proteínas e energia. Dê preferência às opções menos gordurosas.

E lembre-se: a amamentação não é uma “prisão”. Você pode comer o que gosta sim; basta ter bom senso.

 

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