Suplementação na gravidez: o que você precisa saber

Equilíbrio é a palavra chave quando o assunto é o uso de suplementos na gravidez. Há quem pense que é preciso tomar uma série de suplementos para garantir uma gestação saudável. E outros acreditam que é só comer “direitinho” que todos os nutrientes necessários ao desenvolvimento do bebê estão assegurados.

Durante a gravidez, a mulher passar por muitas alterações hormonais e metabólicas. Se o apetite é maior, a atividade do intestino é mais lenta. Isso afeta o modo com os alimentos são absorvidos pelo corpo.

O importante é sim manter uma alimentação saudável, repleta de frutas, legumes, verduras, carne magra, além de cereais, leite e derivados. Contudo, cada mulher pode ter a necessidade da suplementação de uma ou outra vitamina, de acordo com os seus exames. Isso depende do corpo da futura mamãe, mas também do seu estilo de vida. Há aquelas que têm um ritmo acelerado de trabalho e não conseguem manter a alimentação equilibrada ideal.

Alguns nutrientes, como o ácido fólico, não são absorvidos nos níveis necessários à gestante somente com um cardápio saudável. E, segundo estudos, o consumo de 400mg de ácido fólico por dia protege o feto contra anomalias no cérebro e na coluna vertebral. É recomendado ainda a ingestão de 10 mg diárias de vitamina D para a saúde óssea. Ambos os suplementos são de fácil acesso e têm custo relativamente baixos.

A suplementação da vitamina D e do cálcio é ponto de discussão entre estudiosos da área, porque ainda não há unanimidade sobre as evidências científicas dos reais benefícios. Há quem defenda apenas a exposição ao sol 3 vezes na semana para a absorção da vitamina D. Ela ainda causa polêmica em relação à quantidade adequada de sua ingestão. Se em alta quantidade no organismo, pode se tornar tóxica.

Já o ômega 3 reduz o risco de pré-eclâmpsia, parto prematuro e depressão pós-parto. No bebê, ele é importante para a visão e o desenvolvimento neuropsicomotor.

Os probióticos, por sua vez, são suplementos alimentares ricos em microorganismos vivos, que afetam de forma positiva o organismo ao recompor a flora intestinal. Eles ajudam a regularizar o trânsito intestinal, diminuem a formação de gases, fortalecem o sistema imunológico e melhoram a absorção de alimentos. Eles podem ser encontrados em sachês ou cápsulas.

É importante lembrar que a mamãe só deve tomar suplementos com a orientação de um profissional de saúde. Procure sua nutri!

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Gravidez após os 40: cuidados com a nutrição

A cantora baiana Ivete Sangalo, de 45 anos, anunciou recentemente que está grávida de gêmeos. A artista recorreu ao processo de inseminação artificial depois de tentativas frustradas de engravidar naturalmente. Ivete já é mãe de Marcelo, de 8 anos.

O processo natural de envelhecimento afeta diretamente a fertilidade. Toda mulher nasce com um número finito de óvulos (em média 300 mil) e, a partir dos 35 anos, existe a diminuição acentuada deles; dificultando a gravidez natural.

Probabilidade de conceber um bebê durante um ciclo mensal:

20 anos – 1 em cada 4

35 anos – 1 em cada 8

A partir dos 40 anos – 1 em cada 12

Apesar do desafio, a gestação depois dos 40 tem se tornado cada vez mais recorrente nos dias de hoje. Muitas mulheres têm optado por conquistar a estabilidade financeira e emocional antes de se tornarem mães. Caso esse seja o seu caso, você deve, antes de tudo, consultar um médico de confiança e fazer um check-up completo, além de verificar sua taxa de fertilidade.

Tomar ácido fólico, ao menos 3 meses antes do período de tentativas para engravidar, também é recomendável. Além disso, pratique exercícios físicos de forma regular e evite o estresse. É óbvio ainda que o ideal é ter relações sexuais durante o período fértil. Há vários aplicativos de celular hoje em dia que fornecem esses dados de forma prática.

O planejamento nutricional antes da concepção também é fundamental. Estudos indicam que a alimentação adequada, aliada a outras boas práticas, como fazer exercícios físicos regulares, facilita a ocorrência da gravidez. Confira alguns alimentos que podem influenciar na sua fertilidade:

  • Ácido fólico: previne problemas na formação do sistema nervoso do bebê e ajuda na fecundação. Consuma hortaliças verdes (espinafre, brócolis, couve), gema de ovo e leguminosas, como feijão e lentilhas. Comece essa dieta um trimestre antes do período de tentativas.
  • Ômega 3: facilita a penetração do espermatozoide no óvulo. Consuma peixe, castanhas, amêndoas e linhaça.
  • Carboidratos complexos: quem consome somente carboidrato simples, à base de farinha branca, tem 55% a mais de chances de desenvolver síndrome dos ovários policísticos. Dê preferência a pães, massas e arroz integrais.
  • Ferro: deficiência de ferro pode causar ovulação irregular. Consuma fígado, feijão, mariscos e açaí.

Além disso, invista nas frutas, fonte de vitaminas e nutrientes; e fique longe do álcool e tabaco.

RISCOS Além do desafio inicial da concepção, a idade avançada ainda apresenta riscos para a gestação, como maior chance de desenvolver diabete gestacional, hipertensão, aborto, nascimento prematuro, e alterações cromossômicas, como a síndrome de Down. Graças aos avanços da medicina, há um controle maior de todos os riscos envolvidos nesse tipo de gestação.

Para diminuir ao máximo a probabilidade de diabetes, dê preferência a alimentos de baixo índice glicêmico, como tubérculos, maçã, quinoa, grão de bico e carnes magras. Monte pratos coloridos e consuma frutas e hortaliças.

Diminuir o consumo de sal, evitar comer alimentos industrializados e tomar muita água são boas práticas contra a pressão alta. A hipertensão durante a gestação diminui a quantidade de líquido amniótico dentro do útero e pode reduzir a passagem de oxigênio pela placenta.

Se você já está tentando engravidar a 6 meses e tem mais de 35 anos, procure seu ginecologista. Pode ser o momento de investir em técnicas de reprodução assistida, como a inseminação artificial ou a fertilização in vitro. Esses métodos têm alcançado excelentes resultados.

 

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Grávidas podem tomar chá?

O poder das ervas medicinais deve ser respeitado. Elas podem oferecer uma infinidade de benefícios, mas quando se está grávida é preciso ter cautela em sua ingestão. Gestantes podem sim tomar chás. No entanto, nem todos são recomendados. Algumas ervas podem causar intoxicação, diminuir a quantidade de leite e até provocar contrações uterinas.

EVITE:

  • Hibisco

O hibisco pode diminuir os níveis de progesterona, hormônio que está envolvido na preparação do endométrio para a implantação do embrião na parede do útero importante para manter a gestação. Isso influencia, especialmente, no caso de mulheres que já tenham alguma dificuldade para engravidar, como a endometriose. Além disso, a ingestão do chá de hibisco não é recomendada pelo efeito dessa erva de induzir a menstruação e causar mutações.

 

  • Boldo, arruda, carqueja, romã, cavalinha, arnica

Estudos já comprovaram os efeitos tóxicos, abortivos e emenagogo (que provoca menstruação) dessas ervas. Portanto, é importante evitá-las, especialmente, durante o primeiro trimestre de gestação. Outras também com propriedade abortiva são a erva-de-bicho, a buchinha do norte, a espirradeira, o melão-de-são-caetano, a erva-de-santa-maria, o pinhão-de-purga ou o pinhão-paraguaio.

 

  • Canela

O chá de canela, se tomado em excesso, tem efeito abortivo. É desaconselhado o seu uso enquanto chá ou suplemento, porque a concentração é muito alta. Você pode usá-lo apenas como tempero (com moderação), sem risco à saúde.

 

  • Chás com cafeína

Chá-mate, chá preto e chá-verde são estimulantes do sistema nervoso e aceleram o metabolismo.

 

  • Hortelã

Pode diminuir a quantidade de leite. Deve ser evitado durante a gravidez e amamentação.

 

BEBA, COM MODERAÇÃO!

Se a futura mamãe gosta de chás, uma boa pedida é consumir aqueles que acalmam e auxiliam na digestão:

  • Erva-doce
  • Erva-cidreira
  • Alfazema
  • Maracujá – Feito com a fruta
  • Camomila
  • Capim-limão

É desaconselhado o consumo excessivo até mesmo dos chás que não apresentem risco direto à gestação. É importante sempre conferir a origem da planta e a maneira adequada de prepará-la. Alguns chás podem interferir no efeito de alguns medicamentos. Consulte sempre seu médico e sua nutricionista antes de ingerir qualquer tipo de chá.