Quer engravidar? Saiba como deve ser sua alimentação

Recentemente, eu até  fiz um post em minhas redes sociais abordando aquela clássica frase: “quando eu engravidar, minha dieta será perfeita”. E você que me acompanha já sabe que a  dieta perfeita deve acontecer antes, durante e depois da gestação. Este período dos 1.000 dias representa a janela de oportunidades da nutrição

 

E quando falo de pré-concepção, me refiro especificamente aos três meses que antecede a fecundação. Durante estes 90 dias, é importante incluir na alimentação nutrientes que serão essenciais para preparar o corpo tanto da mulher como do homem para gerar uma nova vida.

 

Anotem aí os nutrientes que não podem faltar: ferro, vitamina B12, vitamina D, Acido Fólico, lodo.  O ferro é um mineral de extrema importância no desenvolvimento do feto. Ele pode ser encontrado nas carnes vermelhas, peixes, beterraba, gema de ovo, frutas secas, leguminosas entre outros. 

 

A vitamina B12  é importante para a produção de células vermelhas no sangue. Para isso é importante comer vegetais, grãos integrais, carne, peixe e leite. Já a vitamina D é um hormônio fundamental para o bom funcionamento do organismo. Baixos níveis deste nutriente podem provocar aborto espontâneo ou até mesmo a infertilidade.  

 

As principais fontes alimentares de vitamina D são as carnes, peixes e frutos do mar, como salmão, sardinha e mariscos; ovo, leite, fígado, queijos e cogumelos. Para que ela seja sintetizada, além de consumir os alimentos,  é preciso expor a pele ao sol, sem protetor, por cerca de 15 minutos diariamente.

 

O folato, também conhecido como Ácido Fólico, é especialmente importante para a concepção. A vitamina é essencial para a saúde cardiovascular e do sistema nervoso. Iniciar a gestação com níveis recomendado deste nutriente vai garantir um bom desenvolvimento do feto. O folato pode ser encontrado em vegetais da cor verde-escuros, frutas cítricas, nozes e castanhas, abacate, entre outros. 

 

E, por fim, o Iodo. Este mineral é também essencial para mulheres que querem engravidar. Ele é responsável por prevenir infertilidade, pois mantém a produção adequada de hormônios da tireoide. Peixes como salmão, cavala, bacalhau, camarão e atum são ricos no nutriente, que também pode ser encontrado em outros alimentos.

 

Ah, gente, e não esqueçam de incluir hábitos saudáveis, como atividade física e uma boa noite de sono, na sua rotina. E nem preciso falar que o consumo de álcool e cigarro devem ser evitados, né!

Como o intestino saudável previne transtorno de ansiedade

Cada vez mais, a microbiota intestinal é alvo de estudos que demonstram que mantê-la saudável traz benefícios dos mais diversos para o nosso corpo. O equilíbrio desta colônia de bactérias regula nosso organismo e contribui para prevenir doenças, inclusive as do sistema nervoso. Não por acaso falamos tanto no eixo intestino-microbiota-cérebro.

 

A nova descoberta detalha como o intestino saudável tem relação com a saúde mental. Um conjunto de estudos do Centro de Saúde de Xangai, na China, sugere que doenças psiquiátricas podem ser tratadas com a regulação da microbiota intestinal. Para isso, os pesquisadores avaliaram 21 trabalhos de qualidade, 14 deles foram testados o probióticos e sete ajustes na dieta. O resultado, em ambos os casos, mostrou efeito positivo sobre os sintomas de ansiedade.

 

Entretanto, as intervenções dietéticas foram mais eficientes. Isso porque, ao invés de introduzir tipos específicos de bactéria através do probiótico, a dieta alimentar oferece diferentes nutrientes que podem diversificar e balancear,  naturalmente, a microbiota. 

 

Como já sabemos, os trilhões de micro-organismos que habitam o nosso aparelho digestivo podem se modificar de acordo com o estilo de vida de cada um. Uma alimentação inadequada, alta carga de estresse mental e físico impactam diretamente na quantidade de bactérias benéficas. 

 

Por isso, gente, eu reforço tanto a importância de uma dieta equilibrada. Nutrição é para o corpo e a mente! 

Mindful eating: o estilo consciente de se alimentar

O que você faz no seu horário de almoço? Aposto que pensou em, pelo menos, mais de uma tarefa além, é claro, de comer. Entre uma garfada e outra, é tempo de dar aquela corrida de olho na tela do celular, responder uma mensagem aqui, fazer uma ligação ali, ver o jornal… e por aí vai.  E de repente: você terminou de comer e nem percebeu. Sequer sentiu o sabor da comida!

 

O que você pode nem imaginar é que a falta de atenção durante o ato de comer, de sentir o sabor dos alimentos e de mastigar com calma não fazem nada bem ao nosso corpo. O conceito mindful eating discute exatamente essa mudança de postura em relação às práticas e atitudes corretas ao se alimentar.

 

O modelo mindful aumenta não só a sensação de conforto, alívio e bem-estar, como  melhora a saúde. Ao mastigar de forma mais atenciosa, fortalecemos a sensação de saciedade e absorvemos mais nutrientes. A prática pode ajudar a tratar ou mesmo prevenir transtornos como a compulsão alimentar.

 

Você já reparou como é fácil comer um balde de pipocas e tomar copos e mais copos de refrigerante em curto intervalo de tempo quando se está no cinema, por exemplo? Não estamos prestando atenção na comida. Nosso cérebro está conectado a estímulos emocionais provocados pelo filme que nem tem tempo de “conversar” com o estômago. Ou seja, não estamos comendo para saciar a fome, estamos comendo por pura compulsão.

 

Chegamos a um ponto em que fazer o caminho de volta se faz necessário. Por questões de saúde. Isso se aplica em diversos aspectos da vida moderna, mas, sobretudo na alimentação. É preciso cultivar a prática de ouvir o verdadeiro tempo do nosso corpo e nos conectar com os alimentos que vão nos nutrir. É tempo de desacelerar!