Comer muita gordura na gestação aumenta o risco de obesidade no bebê

A evidência foi revelada em um estudo feito por cientistas da Universidade de Yale (EUA). Os pesquisadores alertam que uma dieta rica em gorduras durante a gestação pode aumentar o risco de obesidade do filho na vida adulta.  

Feito em roedores, o experimento mostrou que gestantes que comeram muita gordura no período geraram herdeiros com alteração no hipotálamo – a região cerebral mais importante para o equilíbrio do metabolismo e mais propensos à obesidade e ao desenvolvimento do Diabetes Tipo 2.

Os testes descortinaram mudanças estruturais do cérebro cada vez que os animais comiam grandes quantidades de gordura. Essa pode ser uma das explicações para o fato de filhos de pais obesos terem grandes chances se tornarem adultos com problemas de sobrepeso. O pesquisador Tamas Horvath, um dos responsáveis pelo estudo, afirma que a alimentação equilibrada no período gestacional é uma poderosa arma para evitar que pais obesos gerem crianças com o mesmo problema.

Gorduras do bem

As gorduras são importantes para a alimentação da gestante e aquelas que são benéficas transportam vitaminas e ajudam na produção de hormônios importantes para o funcionamento dos órgãos vitais.

As futuras mamães devem evitar as gorduras saturadas, encontradas em chocolates, manteigas, creme de leite e toucinho porque aumentam o colesterol e devem investir (com moderação) nos tipos insaturados que protegem os vasos sanguíneos e são fontes de Ômega 3, fundamental para o desenvolvimento ocular e cerebral do bebê. Essas gorduras são encontradas no azeite de oliva, pescados, frutos secos e margarinas vegetais, por exemplo. 

 

5 dicas para aumentar a produção de leite materno

O leite materno é o alimento mais importante que o seu bebê pode ter nos primeiros meses de vida. Ele é ajuda o sistema imunológico, preveni certos tipos de câncer, afastar infecções, evita diarreias, diminui o risco de obesidade, entre outros benefícios.

 

Além do ato de dar de mamar estreitar o vínculo entre mãe e filho e devido ao seu grande valor nutricional, algumas mulheres procuram maneiras de aumentar a produção de leite materno.

Conheça 5 hábitos que podem aumentar a produção de leite materno:

 

1- Tome bastante água:

É importante que as mães quando estão se amamentando se mantenham sempre hidratadas. Recomenda-se que se tome de 3 a 4 litros de água por dia, além de beber um copo de água, chá ou suco antes e depois de dar de mamar.

 

2- Mantenha uma alimentação saudável:

Uma boa alimentação é fundamental para a produção de leite. Então, durante esse período, opte por consumir alimentos saudáveis e bastante frutas, legumes e proteínas.

 

3- Olhe para o bebê durante a amamentação:

Você sabia que olhar para o bebê durante a amamentação ajuda na produção do leite materno? Durante o ato e ao ficar observando a criança, liberam-se mais hormônios na corrente sanguínea e, consequentemente, a quantidade de leite aumenta.

 

4- Equilíbrio emocional:

Um dos fatores que mais comprometem o bem-estar da mulher e, consequentemente, a produção do seu leite é o desequilíbrio emocional. Estresse, ansiedade, cansaço, tensão, dores e preocupações acabam interferindo na liberação do leite. Aliás, o momento de amamentação deve ser calmo.

 

5- Amamente com frequência:

Por dia e, me média, o bebê deve querer mamar de 8 a 12 vezes. As mamadas frequentes e a retirada com bombinha nos intervalos das amamentações podem estimular a produção de mais leite.

 

Por fim, devemos tomar todos os cuidados necessários com a saúde do bebê e da mãe, para que ela consiga amamentar durante o período recomendado e que essa experiência seja boa para ambos. E, além de todas essas dicas, a última recomendação é: sempre que tiver uma dúvida, procure o um profissional para esclarecê-las.

Conheça os alimentos que grávidas não devem consumir

Para se ter uma boa qualidade de vida, os cuidados com a alimentação devem ser frequentes e, durante a gravidez, é necessário ainda mais cautela com o que se come. Além de substâncias tóxicas como o excesso de açúcar e álcool, alimentos como peixes crus, frituras, carne mal passada, frutas e legumes mal-lavados devem ser evitados, pois eles podem estar contaminados e causar algum problema de saúde no bebê.

 

Por isso, recomenda-se consumir alimentos que estejam bem cozidos e que tenham valor nutricional, com a presença de vitaminas e minerais, como ácido fólico, ferro, vitamina A e C, entre outros.

 

Agora, conheça alguns alimentos que devem ser evitados durante a gravidez:

 

1- Bebidas alcoólicas:

Um dos principais vilões para as gestantes é o álcool. Ele deve ser evitado, pois se acumula no organismo do feto, que ainda não tem a capacidade de eliminar essa substância, o que pode causar parto prematuro, atraso no crescimento e malformações cardíacas.

 

2- Peixe e carnes mal passadas:

Existem alguns peixes que contém grande quantidade de mercúrio e essa substância, caso seja consumida em grandes quantidades, pode causar danos neurológicos ao bebê. Tubarão, marlin, atum rabilho, laranja e peixe-espada são alguns exemplos de peixes que devem ser evitados durante a gravidez.

 

Além disso, alimentos crus, como sushi e ostras, e mal passados, como carnes, podem ser cortados da alimentação, pois eles podem estar contaminados com a bactéria listeria, que causa aborto e parto prematuro, ou com doenças como a cisticercose, que pode afetar o sistema nervoso e prejudica o funcionamento do cérebro.

 

3-    Ovos crus

Comer um ovo cru não deve ser um hábito comum para muitas pessoas, mas maionese, salada caesar, gemada e creme holandês estão com frequência na dieta. Para evitar o risco de contaminação por salmonela, esses alimentos devem ser evitados e lembre-se sempre de cozinhar ovos antes de comer.

 

4-    Queijos mofados 

Os queijos como o azul, feta, brie, camembert e gorgonzola, e qualquer leite não pasteurizado ou lácteo não pasteurizado devem ser evitados, pois eles podem conter listeria. Essa bactéria pode causar complicações fatais para o feto ou o recém-nascido, pois ela pode desencadear abortos espontâneos, partos prematuros e envenenamento do sangue.

 

5-    Frutas e legumes mal-lavados

Certifique-se de comer apenas frutas e legumes que tenham sido higienizados corretamente. Esses alimentos, caso estejam mal-lavados, podem ser fontes de contaminação de toxoplasmose, doença que pode causar aborto, parto prematuro, má formação e até a morte do bebê.

Para finalizar, reitero a importância do acompanhamento nutricional durante a gestão, pois uma boa dieta pode ser sinônimo de mãe e bebês saudáveis.