Riscos da obesidade durante a gravidez

Saiba dos riscos da obesidade durante a gravidez

A obesidade é um fator de risco para diversas doenças, como hipertensão, diabetes, entre outras, e ela é ainda mais perigosa durante a gravidez, pois o bebê pode desenvolver diversos problemas, como o peso excessivo ao nascimento e ao longo da vida.

Conheça os principais riscos da obesidade para a saúde da mãe:

– Diabetes Gestacional: Esse é um dos principais problemas relacionado à obesidade. Essa doença se caracteriza pela queda do processamento da glicose, resultando em níveis elevados de açúcar no sangue.

– Aumento da pressão arterial: Com o aumento da pressão arterial, há também uma maior possibilidade de desenvolvimento de pré-eclampsia ou, em casos mais graves, síndrome HELLP.

– Trombose venosa: O excesso de peso associado às alterações hormonais da gravidez aumenta a chance de formação de coágulos, que podem levar ao bloqueio das veias, ou seja, trombose.

– Maior de chances de parto assistido ou cesariana: É comum que as mulheres com peso excessivo necessitem de algum tipo de assistência na hora do parto, sendo frequente o recurso a fórceps ou ventosa e, em casos mais complicados, à cesariana.

Riscos para o bebê:

– Macrossomia: Quando a mãe é obesa, o risco do bebê nascer obeso aumenta consideravelmente e isso, futuramente, também pode desencadear uma obesidade infantil.

– Diabetes e problemas cardíacos: Crianças filhas de mães obesas tem um maior risco de desenvolver essas doenças tanto na infância quanto na vida adulta.

– Malformações congênitas: Há um aumento no risco de malformações do tubo neural em bebês.

Por isso, a manutenção do peso e o combate à obesidade na gravidez são essenciais para promover o bem-estar da mãe e da criança. O acompanhamento com um médico e um nutricionista são fundamentais para a saúde de ambos.

 

Dezembro chegou e a temporada da comilança também!

As festas de fim de ano tradicionalmente nos convidam para o pecado da gula. Antes da ceia com a família na noite de natal, temos uma maratona de confraternizações entre amigos, colegas de trabalho, da faculdade, da igreja… A agenda é lotada! A minha recomendação para todos os meus seguidores e, principalmente, para as gestantes é: Nada de excessos!

O ideal é que sua rotina alimentar não seja alterada por conta do período de festas. A ingestão de comidas gordurosas e doces em grandes quantidades pode causar mal – estar, indigestão, risco de parto prematuro ou de aborto nas situações mais críticas.

Respeite os horários. Caso você pule uma refeição, retome a rotina imediatamente. O café da manhã é primordial e não deve ser ignorado. No almoço e no jantar consuma alimentos assados, especialmente as carnes que não devem ser consumidas in natura durante a gestação. No caso das aves (peru e frango), retire a camada de pele e gordura. Também escolha os cortes mais magros das carnes vermelhas. Fique atenta à quantidade de sal e demais condimentos industrializados na comida. E preste atenção na procedência e no preparo dos alimentos crus também.

Controle a quantidade de pães, bolos e tortas. Após o jantar, prefira uma refeição leve e aprecie uma pequena porção de sobremesa à base de frutas. Se possível, não coma doces.

Qualquer bebida alcoólica está fora de cogitação! O consumo de álcool pode provocar problemas de desenvolvimento e até a morte do feto! Os sucos naturais e a água de coco são as melhores pedidas.  Que tal substituir o vinho pelo suco de uva integral? Energéticos, refrigerantes e isotônicos não são as melhores bebidas para a saúde de uma mulher grávida. Portanto, evite-os!

Descanso

Durma de 7 a 8 horas por dia e durante o dia tire dois cochilos de até 30 minutos (um período na manhã e outro na parte da tarde). Esse repouso é fundamental para você ter energia para os compromissos. Evite deitar tarde da noite e não realize tarefas fisicamente extenuantes.

Meu consultório está de portas abertas para receber vocês, futuras mamães! Uma boa orientação nutricional vai ajudá-la a ser mais disciplinada nas festas de fim de ano!

Reeducação alimentar NÃO É DIETA restritiva

Vocês que me acompanham já devem ter lido diversas de vezes o termo REEDUCAÇÃO ALIMENTAR. E não por acaso, é o que melhor representa o que eu acredito e defendo na nutrição como uma dieta equilibrada. A denominação, porém, é cercada de muita confusão e uso inadequado. Por isso mesmo, hoje, vou explicar o verdadeiro significado do termo, que não pode, jamais, ser confundido com dieta restritiva.

 

Se você ainda associa reeducação alimentar a um cardápio só de frutas, legumes e verduras, esquece. Também não se pode confundir dieta “disso” ou “daquilo”, com  a reeducação. Neste caso, estou falando é de um processo de reavaliar hábitos e comportamentos diante da comida. Ou seja, não tem a ver com restrição pura e simples, mas uma análise da relação que você tem com os alimentos e, claro, uma mudança de hábitos, para que a alimentação saudável e equilibrada, enfim, faça parte da sua vida a longo prazo, como estilo de vida, e não por um tempo determinado. 

 

Num processo de reeducação alimentar, você não precisa deixar de comer aquilo que gosta, mas pode aprender a comer de forma moderada, consciente, de forma a não prejudicar sua meta de emagrecer ou de permanecer magro, por exemplo. Meu papel é justamente orientar sobre a importância de colocar variedade no prato, ajudar você a fazer uma mudança consciente de hábitos. Ao final, quando você fizer as pazes com a comida, vai ver que é possível comer com prazer e com qualidade. 

 

Promover essa mudança não é fácil e é por isso que buscar ajuda é tão importante. A dica que sempre dou às minhas pacientes é começar as mudanças por algo que você pode sustentar sem tortura. Comer não pode ser um momento de estresse, você deve ter prazer e apreciar o que está comendo. 

 

“Ah, mas se eu comer só o que eu gosto, vou comer só porcaria, então!”. Sim, é verdade! Por isso, é fundamental ir lapidando os seus hábitos (é totalmente possível aprender a gostar de saladas, de frutas etc), adotar o equilíbrio e consciência à mesa. E é aos poucos mesmo. Gosta de tomar refrigerante todos os dias no almoço? Então, você pode começar tomando dia sim, dia não. Depois, uma vez por semana, até parar completamente. 

 

O segredo está em encarar um dia de transformação de cada vez e em ter mais respeito pelo seu corpo. É preciso, sobretudo, paciência. E a este processo damos o nome de REEDUCAÇÃO ALIMENTAR.