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Há quem se lamente porque não “teve a sorte do filho gostar de comer bem”. Existe, claro, uma questão de preferência pessoal que deve ser levada em conta, mas normalmente o que mais pesa nesses casos é o mau exemplo vindo dos pais. Outro ponto importantíssimo é a influência da dieta adotada pela mamãe durante a gestação no futuro da criança.

Pesquisas comprovam que a alimentação da mulher grávida tem um grande impacto na formação do paladar da criança. Ainda no útero, o bebê tem contato com aromas e sabores; influenciando suas preferências alimentares no futuro. As papilas gustativas se formam a partir da sétima ou oitava semana de gravidez e cada sabor é experimentado através do líquido amniótico. Essa é a primeira experiência do paladar da criança.

Já falamos também neste espaço sobre o valor dos 1000 dias (da gestação aos 2 anos de idade) na vida de uma criança. Pesquisas apontam que existe uma relação direta entre a alimentação materna e alterações em características do DNA do feto. Alimentar-se de açúcares e gorduras durante a gestação aumenta a chance da criança desenvolver alguma doença na fase adulta, como diabetes, hipertensão, intolerâncias alimentares e alergias.

Sorte? Recentemente, um post de um jornalista do El País viralizou na rede. Adrián Cordellat, pai que mantém o blog ‘Un papá en prácticas’, questionou o comentário constante de estranhos sobre a “sorte que teria dos filhos comerem frutas”. Para ele, não foi sorte, mas um hábito adquirido pelos pequenos pelo bom exemplo dos pais. Ele contou que sempre há uma variedade de frutas em casa à disposição e todos comem no café da manhã, entre as refeições, no lanche… Por sua vez, comidas processadas e industrializadas são mais raras na despensa.

Em artigo no El País, o jornalista entrevistou a socióloga Yolanda Fleta, especializada em sociologia da alimentação e coautora, com Jaime Giménez, do livro ‘Treinamento nutricional para crianças e pais”. Segundo Fleta, não se trata apenas de “transmitir amor pelas frutas”, mas de incorporar esses alimentos no dia a dia das crianças.

É racional pressupor que a exposição a esse tipo de alimentação e o exemplo de consumo, leva a um aumento na ingestão. As crianças conhecem os alimentos através dos pais e eles têm a responsabilidade de orientá-las a escolher as opções mais saudáveis possíveis. Isso não quer dizer que você deva forçar a inserção de um ou outro alimento no cardápio do seu filho, pois ele precisa criar uma relação saudável com a comida. É preciso, sim, oferecer alternativas mais nutritivas a ele sempre.

Você pode ler o artigo completo do El País em https://goo.gl/mMtjcJ.

 

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